Por Trás da Insofismável Psiquê Humana


08/12/2006


Novo endereço

Por motivos alheios a nossa vontade o Por Trás da Insofismável Psiquê Humana, está em novo endereço: http://loucasideiasdark.blogspot.com lá você pode conferir a conclusão do conto Faith e novos textos.

Obrigado pela preferência.

 e tomara que as Padarias não nos processem por plagiar essa frase.

Escrito por Dark às 15h54
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08/06/2006


Faith II - A Busca

 

Ainda tentando recuperar as forças da recente batalha, Ian Knight pensava uma maneira de chegar a clareira da Floresta Negra antes de Faith e seu captor, Michael MacCullogh, infelizmente eles tinham mais de meio dia de vantagem e a jornada para o local levava no mínimo três dias, o homem conhecimo anteriormente como Demônio Branco amaldiçoava-se por acreditar que seus crimes passados seriam perdoados tão facilmente, culpava-se ainda mais por ter envolvido sua doce Faith na tempestade de ódio e sangue que fora a sua vida.

 

Enquanto cobria as diversas feridas com bandagens, o rapaz chegou a conclusão que tudo que lhe restava era uma solução inteligente, porém cruel e perigosa demais à alguém cujo o corpo estava tão ferido quanto o seu, mas o amor que senti por sua esposa, misturado ao ódio por aquele fantasma de seu passado que retornara o moviam, sem pensar muito decidira que partiria em direção ao local do encontro mas não usaria as longas estrada e sim atravessaria a distância em linha reta passando por dentro das propriedades alheis, sem para para comer ou dormir, com isso chegaria em dois dias ou dois e meio, o que lhe daria um fator surpresa a seu lado e incorreria menor risco a vida da sua amada.

 

 

Montado no cavalo que pertecia ao inimigo que acabara de extinguir, Knight partiu carregando apenas sua espada, para sua sorte a montaria que tomou para si era um garanhão extremamente forte e veloz, que respondia a seus comando de forma espantosa como se sempre tivesse ele como seu dono, talvez fosse a forma do animal demonstrar gratidão pelo alívio do grande peso que lhe foi aliviado, inclusive o peso da sela que era enorme. Como dois demônios enfurecidos montaria e cavaleiro avançavam pelos sítios e fazendas, a velocidade e fúria com que se moviam causavam grandes estouros nos rebanhos, correria entre as pessoas, cercas eram ultrapassadas ou destruídas, um pobre pastor tentou deter aquele verdadeiro furacão, o coitado foi pousar dezenas de metros adiante sem que ambos refreassem seu ritmo.

 

Mesmo a escuridão que a noite trouxe se mostrou irrelevante para que ambos diminuissem ou mudassem o curso de sua marcha, ao final de um dia e meio de cavalgada Ian chegara na entrada da temida Floresta Negra, agora avançando com cuidado por aquele local estreito, escuro, de aspecto horripilante, sob um silêncio absoluto,entre árvores e vegetação tão densas que escondiam a luz do sol, levaria menos de meio dia para alcançar a clareira no centro da floresta e finalmente resgatar a dona de sua alma, porém, cansado pelo longo caminho, pela feridas que reabriram, as forças de Ian extinguiam-se, foi quando, para sua infelicidade, o nobre corcel que lhe servia de montaria assustou-se com algo nas brumas daquela floresta e refugou uma, duas vezes até que o cavaleiro o acalmasse e continuassem o seu caminho, mais a frente novo refugo, só que dessa vez associado a um pavor enorme, uma empinada violenta conjuta a um certo topor que alcançava a mente do herói em face da viagem, impediu que Ian Knight continuasse em sua busca levando ao solo com tal força que o deixou desacordado.

 

Passaram-se horas infindáveis, onde sob o aparente descanso do rapaz, pesadelos sobre o seu passado e futuro o atormentavam, em grande parte graças a febre que se alojava como resultado daquela empreitada arriscada e da perda de sangue pelos ferimentos originais, por mais que em seus pensamentos ele tentasse despertar seu corpo não respondia e se alguém por perto houvesse, perceberia a agitação incessante de seus olhos sob as pálpebras cerradas, e com certeza se padeceria de sua situação se soubesse que fantasmas sussurravam em seus ouvidos maldições e ameaças cheias de ódio e rancor, que atiçavam contra ele em sua imaginação hordas de inimigos caídos, rasgando sua carne, tirando -lhe sua alma e fazendo com que seu corpo real, em terra, apertasse firmemnte o cabo de sua espada, como que pede forças a um velho amigo ou amparo a um irmão.

 

Após um dia inteiro onde seu cérebro tentou despertá-lo sem sucesso e tudo apontava para uma vitória de seu próprio inconsciente e de seu temor em ter falhado, não consigo, mas com quem dele tudo esperava, Ian Knight despertou, tendo em sua fronte um coelho que labia suas feridas e causava uma leve coceira sob o nariz, que fora o motivo de seu súbito abrir de olhos. Mesmo agradecido pelo favor que o pequeno animal lhe fizera, o cavaleiro precisava recuperar as forças e para isso necessitava de alimento, o que foi fornecido pela morte do serzinho que o acordara sem medo ou motivo.

Agora desprovido de sua montaria, porém com as forças refeitas e novas bandagens substituindo as antigas, o homem conhecido como Demônio Branco continuaria sua jornada, foi com esse ímpeto que ele continuo a adentrar a mata, até que ao longe, o brilho de uma fogueira e o som de vozes chamaram sua atenção, dirigindo-se a local sorrateiramente Knight constatou que se tratava de um acampamento cigano, já tinha cruzado com esse povo cujo o lema era: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", era um povo alegre, simpático, que nunca lhe tinham causado problemas, pensava que ali poderia até conseguir água, um pouco mais de comida e descanso para finalmente trazer Faith de volta.

 

Enquanto se aproximava do acampamento Ian começava a identificar as silhuetas que a luz da fogueira iluminava, é quando entre tantas faces estranhas, sentado no lado oposto ao qual ele estava, ele distinguiu as feições de Michael MacCullogh. Tomado por um ódio incontrolável e por uma ansiedade tamanha, ele desembainhou sua espada, avançado como um louco por dentro do acampamento, derrubando qualquer um que estivesse em seu caminho, cortando por dentro da fogueira e atacando sem hesitar. Alertado pelo grito e barulho que aquele verdadeiro demônio causava, Michael conseguiu sacar sua espada a tempo de aparar o primeiro golpe, mas a força tinha sido tanta que ele se desquilibrou e Knight atacava com uma fúria inenarrável, impedindo que seu adversário contra-atacasse ou ao menos se equilibrasse melhor, com mais dois ou três golpes MacCullogh estava desarmado, a espera do golpe final que o Demônio preparava. Quando Ian Knight ergueu sua espada, pronto a partir um homem que o odiava e tinha feito ele retornar ao inferno que era sua vida passada, porém quando a lâmina estava a pouco centímetros daquele inimigo, uma flecha atravessou o ombro direito do Demônio Branco, que virou-se para trás com chamas nos olhos e deparou-se com quem empunhava o arco...Faith.

 

Conclui na próxima semana.

 

(Peço desculpas pela demora, mas trabalho em excesso e um pequeno bloqueio me impediram de postar essa parte com mais antecedência.)

Escrito por Dark às 14h23
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01/06/2006


Faith

Retirado do diário de Ian Knight.

Era só mais um baile, as mesmas pessoas entediantes de sempre, a mesma aristocracia, os narizes empinados, as mulheres com seus vestidos que alimentaria dezenas de famílias, os homens reunidos em rodas contando suas histórias maçantes, aquilo tudo me enfastiava, entornava uma taça de vinho atrás da outra, só a ebriedade evitaria que eu saísse de lá sem arrebentar com a cara de um duque ou de algum senhor de grandes poses, quando já tentava me desvencilhar de continuar naquele ambiente, onde me encontrava por pura obrigação, foi quando adentrando o salão uma verdadeira visão do paraíso, anjo ruivo, de olhos tão verdes quanto a esmeralda que repousava sobre seu colo.

 

Hipnotizado por aquela beleza sem comparação e impingido pelo vinho até ali sorvido fui em direção aquele ser maravilhoso, estava tomando de tamanha fascinação que derrubei durante meu avanço diversos prováveis adversários pela sua atenção, sem que desse tempo de qualquer reação tomei uma de suas mão e envolvi sua cintura com meu braço e nos coloquei a deslizar pelo salão acompanhando a música que tocava, seu perfume era suave como flores do campo e seu nome combinava perfeitamente com aquela cândida figura, se chamava Faith, pois daquele momento em diante nunca mais me separei daquela mulher, nos casamos um mês depois e passamos os dois anos mais felizes de minha vida juntos, foi quando minha vida anterior encontrou a nova.

 

Durante muitos anos, fui conhecido como o Demônio Branco, matei muitas pessoas com minha espada, tanto em nome de meu senhor, como também por causa de meu temperamento explosivo, quando conheci Faith fazia apenas dois mesesque eu tinha largado aquela vida, me rebelei contra meu senhor quando este mandou que executasse uma viúva e seus três filhos, apenas porque ela recusou-se a deitar com ele, oras um homem como ele poderia ter a mulher que quisesse não era motivo para tirar a vida de alguém, ainda mais de um bebê, como me recusara a realizar tal tarefa ele achou que eu tinha perdido a fibra, que não seria cpaaz de brandir minha espada e tentou por si só executar a pena a que me tinha condenado; à morte, ledo engano, com apenas um golpe separei sua cabeça de seu corpo e parti sem olhar para trás.

 

Agora, tanto tempo depois, aquelas lembranças me assombram, em especial por na porta de minha casa estar marcado com fogo o brasão daquele a quem um dia servi, entro na casa com o coração na mão, chamo por Faith e não obtenho resposta, vasculho a casa e os arredores e nada de minha amada, o desespero tomava conta do meu ser, foi quando em minha direção um cavalo se aproximara, o cavaleiro apeou, ele era enorme, na mão esquerda trazia um machado:

 

- Demônio, ou devo chamá-lo de Ian, trago um recado de Michael MacCullogh para você.

 

MacCullogh era o nome daquele a quem servi, Michael era seu filho mais velho, no dia que matei seu pai ele se encontrava em outro canto do país, agora provavelmente me achou, após anos de busca por vingança.

 

- Se quiser ver sua mulher de novo deve ir a clareira da Floresta Negra, mas infelizmente você nunca sairá daqui vivo, hahahahahaha. - Enquanto gargalhava, aquele gigante ergueu o machado e avançava com uma velocidade incrível, para o seu tamanho, em minha direção, o longo tempo de inatividade em batalhas me afetou me esquivei com dificuldades do primeiro golpe que com certeza separaria meu corpo em duas metades, antes que ele pudesse voltar a carga corri para dentro da casa em busca de minha velha aliada, atrás de mim o machado derubava portas e movéis com golpes rápidos, devido a seu tamanho avantajado meu perseguidor se atrapalhou dentro da pequena moradia, me dando tempo de resgatar minha espada de seu local de repouso, agora novamente reunidos eu poderia me defender e resgatar minha esposa.

 

Infelizmente a força de meu adversário era descomunal, a cada golpe aparado pela espada, meus braços pesavam mais e fora sua força, sua técnica não me deixava uma abertura que fosse, já começava a acreditar que falharia com Faith quando o acaso jogou a meu favor, graças a chuva do dia anterior ainda havia barro nas imediações que fez que meu adversário escorregasse e seu golpe apenas arranhase minha testa, aproveitando-me do que me fora dado pelos santos, com um golpe rápido separeio de sua arma, assim como de seu braço, para logo em seguida separa-lo de sua vida.

 

Agora só me restava ir a clareira, porém aquela batalha exaurira minha forças, tinha feridas abertas de esquivas pouco perfeitas e o ferimento sobre os olhos não me permitia enxergar , porém meu coração chamava por Faith e era minha obrigação ir em seu socorro.

 

Continua na próxima semana.

Escrito por Dark às 12h09
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18/05/2006


Amores, Correspondidos e Não Correspondidos.

Alguém já disse que o amor é brega, bem é essa característica que faz com que ele seja tão procurado, cantado, escrito e maldito. É impossível escolher quem a gente ama, amamos pessoas que não nos amam, que não sabem da nossa existência, que tem mais defeitos que qualidades, que parecem ser boas demais para serem reais, que nos amam, enfim amamos de diversas formas e expressamos esse amor de formas ainda mais variadas.

Você pode demonstrar o seu amor por alguém com palavras cochichadas no ouvido, com músicas, poemas, com bandas ou fanfarras invadindo casas ou escritórios, você pode mandar um bilhetinho, uma carta, um e-mail, pendurar uma faixa na rua, pichar um muro, pagar uma mensagem escrita com fumaças no céu, não interessa a forma para quem não está vivendo aquele clima tudo isso é brega, menos para quem mais interessa: você e quem te ama.

Você pode amar alguém sem ter coragem de falar isso pra ela, por pura timidez ou medo, você pode amar a curta ou longa distância, não importa, desde que você ame, certo? Errado, por favor, não deixe a oportunidade passar, diga, para quem causa aquela alegria sem fim toda vez que você pensa nela, com todas as letras: “EU TE AMO, não consigo mais imaginar minha vida sem você, hoje tudo que posso lhe oferecer sou eu, pois tudo de que sou dono é deste corpo, meu coração e alma já são e serão seus a muitos séculos”.

Tudo bem, você pode receber um tapa, uma risada, indiferença, afinal ninguém ama da mesma maneira e nem sempre os amores são correspondidos, você vai se amaldiçoar por horas sem fim, vai xingar esse texto, mas  tenha em mente uma coisa, você conseguiu, teve coragem de abrir o seu peito, de provar que o amor existe,  de se mostrar humano  e hoje em dia os humanos e o amor fazem falta no mundo.

Veja o outro lado também, a pessoa pra quem você disse tudo isso, pode olhar nos seus olhos, sorrir e dizer que estava esperando quando você tomaria coragem de falar, que ele ou ela também tinha dúvidas e medos de que talvez não fosse correspondido(a), ela pode pegar as suas mãos, molhadas de nervoso, e entrelaçar com as dela, pode te abraçar, te beijar e dizer eu também te amo.

 (Texto originalmente publicado no Palavras do Coração)

Escrito por Dark às 15h17
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02/05/2006


Um pacote de jujubas

Quando inventaram de cada um de nós escrever para esse blog, eu fui contra, falei que não tinha nada para escrever, que queria ficar quieto no meu cantinho, assistindo minha tevê, balançando na minha rede, tomando minha groselha sossegado, mas não, ficaram insistindo dizendo que eu não podia fugir, então muito a contra-gosto aceitei, só que não tinha idéia do que escrever, porém ontem achei que seria de bom tom contar como conheci a pessoa que me deixa feliz desde o dia que nos encontramos.

 

Esse encontro aconteceu há uns 30 nos ou mais, eu tinha acabado de me mudar para um apartamento, pela primeira vez ia morar sozinho, na verdade já estava morando sozinho à 15 dias e já tinha feito todas aquelas coisas que eram impossíveis numa casa com muita gente, tinha pedido pizza a semana toda, visto filme na sala até de madrugada, saído do banho pelado e molhando tudo pq esqueci a toalha, mas aquela era minha primeira compra do mês eu não tinha nada mais na geladeira a não ser uma soda 2 litros e 1/3 de pizza baiana de dois dias atrás.

 

Resolvi então ir ao supermercado e comprar algo mais além de refrigerante, quando cheguei no caixa meu carrinho parecia compra de festa infantil, chocolates, danones, dezenas de pacotes de bolachas recheadas, sucos, groselha, refrigerantes, 4 latas de sorvete, um pacote de arroz, 4 pacotes de macarrão, um queijo provolone, um pacote de pão de forma e um saco de um quilo de jujubas, aliás jujubas são aquelas balinhas coloridas, com formato que lembram feijões e não aquela com açúcar cristal em cima, isso são balas de goma, bem voltando as compra comecei a retirar as coisas do carrinho e fui colocando na esteira, as jujubas iriam por último porque eu ia comer algumas já ali saindo do supermercado, pois qual não é minha surpresa quando vou pegar o pacote e ele simplesmente sumiu.

 

Não acredito que perdi um pacote daquele tamanho de jujubas, será que eu peguei mesmo, ou só imaginei, não, peguei o pacote sim, me lembro que pensei em comer algumas com o sorvete. - Era o que eu pensava, enquanto olhava para o fundo vazio do carrinho, quando levantei os olhos reparei no pacote sendo seguro por uma mão e pra meu espanto uma outra mão se afundava dentro dele.

 

- Ei, essas jujubas são minhas!

 

- Hã, como? Não, são minhas. - Foi o que me respondeu uma garota morena, de olhar tranquilo e a boca cheia das minhas jujubas.

 

- Como suas, você pegou elas do meu carrinho.

 

- Peguei nada, você tá louco, acha que eu vou roubar jujubas, essas são minhas, acabei de comprar e tirei do meu carrinho enquanto esperava você terminar de passar as suas compras.

 

-Tirou do seu carrinho?E qual é o seu?. - Eu já estava perdendo a paciência, onde já se viu me chamar de louco e ainda roubar minhas jujubas, se não fosse mulher já tinha lhe dado um tapa no pé do ouvido.

 

- É esse aqui. - Disse apontando pra um carrinho com poucas compras praticamente colado no meu.

 

- Tem certeza?

 

- Claro que tenho. - Já começava a formar uma pequena multidão para acompanhar aquela briga e tudo por um saco de jujubas, foi quando vi uma coisa colorida no carrinho da garota.

 

- Bem, se você tem certeza, acho que aquele pacote de jujubas logo embaixo desse de absorventes é meu então? - E apontei para o pacote que repousava tranquilo no fundo do carrinho dela. Foi o suficiente para aquela moça tão branquinha, ficar mais vermelha que um tomate, rapidamente ela pegou o pacote fechado e me entregou pedindo mil desculpas, e enquanto ela falava ia ficando mais vermelha e segurando aquele pacote cheio de jujubas vermelhas perto do rosto, não resisti e comecei a rir, dizendo que não tinha problema nenhum e ela acabou relaxando e rindo junto.

 

Acabamos conversando um pouco enquanto ela terminava de passar suas compras e a convidei para tomar um suco nas lanchonetes que tinha ali dentro do supermercado mesmo, ficamos ali batendo papo por muito tempo, descobrimos que tinhamos muitas coisas em comum, ambos estavam morando sozinhos pela primeira vez, gostavamos de desenhos antigos, de comer sorvete direto do pote e de jujubas é claro, marcamos algumas idas ao cinema e seis ou sete meses depois descobrimos que morar sozinho era chato e juntamos os nossos dois baleiros sob o mesmo teto.

 

Até hoje, quando um de nós está bravo por algum motivo o outro aparece com um pacote de jujubas e põe perto do rosto é a senha para que comecemos a rir e deixemos os problemas para outra hora.

 

(Sêo Vellozo, hoje é um Vô amoroso, que passa o seu tempo entre jogos de malha e assistir desenhos com os netos, e que de madrugada assite filmes acompanhado de sua esposa e de um pacote de jujubas, estas proibidas pelo médico e pelos filhos por causa da diabetes)

Escrito por Dark às 14h27
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24/04/2006


Desculpas Sinceras

Pôxa, fiquei um tempão esperando atrás da cortina pra te dar um susto e você não chegou antes de eu ir pra cama, queria falar com você, dizer que sinto muito, a mãe disse que não, mas eu acho que você ainda tá bravo porque eu briguei e disse que queria que você morresse, mas não foi sério, eu juro, poxa, mas você tinha que brigar só porque eu não fiz a lição toda, eu odeio fazer lição de casa, quero ficar vendo desenho, aquilo é muito chato, eu já sei tudo aquilo pra que ficar repetindo. 

 

Também não precisava me deixar aquie e não me levar junto pra ver o jogo de futebol de salão do Benfica, o senhor sabe que eu me atrapalho com essa história de calça jeans, briga com a mãe que me faz sair vestido de homenzinho, por mim ficava de bermuda ou calça de moletom, não deu tempo de chegar no banheiro, acabei fazendo xixi nas calças, mas precisava me dar bronca na frente dos outros.

 

Então, me desculpa vai, eu prometo me comportar, amanhã quando o senhor chegar do trabalho, eu vou estar com a lição feita e vou ficar atrás da cortina pra dar um susto como todo dia, vê se chega cedo e se for trazer chocolate eu quero um toblerone como sempre, esse diplomata que você come não é bom.

 

Pai, não esquece do meu gibi do homem-aranha e de que eu amo o senhor, mesmo sendo o rebelde sem causa que minhas primas falam.

 

Beijos do seu filho,

Gui.

 

(Gui, gosta de desenhos, gibis e toblerone, também sabia que seu pai não se assustava com o "buuu" vindo detrás da cortina da sala, mas gostaria de poder ter feito por mais tempo.)

Escrito por Dark às 18h33
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17/04/2006


Vida em fúria

Sinceridade demais às vezes é um defeito, sabia? Foi com essa frase, que uma vez fui brindado por uma amiga quando me pediu uma opinião, desculpa, mas as pessoas não vivem reclamando que ninguém é honesto e sincero nas suas relações, aí quando você é diz tudo na lata, te dizem que sinceridade demais faz mal, vai entender a cabeça desse povo louco.

 

- Mas é o jeito que você diz as coisas.

 

O jeito que eu digo as coisas é que é o problema então, porquê? Porque eu sou, como se diz por aí, curto e grosso, vou direto ao ponto, então sinto muito, mas não vou mudar, se não quer ouvir do meu jeito, não me pergunta nada que você não se choca ou chateia com a resposta e me poupa de conversas cretinas. eu sou assim desde que nasci, minhas primas me chamava de rebelde sem causa e colocavam o LP do Ultraje a Rigor pra tocar nessa música, sempre que eu estava por perto, a verdade é que eu era o mais novo, não gosto que mandem em mim, sou mal-humorado de nascimento e respondia tudo na lata, a verdade é que não faço questão de ser polido, ou como diz minha mãe, não sei ser político.

 

Mesmo no trabalho tenho fama de ruim, descobri a pouco tempo que muitas pessoas tem medo de mim lá, só porque passo a maior parte do tempo calado fazendo meu serviço, porque não bato papo pelos corredores e sempre estou com cara séria, desculpa, mas se fosse pra fazer os outros rirem eu trabalhava de palhaço no circo, o fato de eu não ter o mínimo de paciência para ensinar os outros contribui muito nisso, eu não aguento pergunta estúpida, sempre acabo respondendo com uma patada ou tomo da mão da outra pessoa e faço eu mesmo.

 

 

É da minha natureza ser impaciente, especialmente quando escuto alguém reclamando que não conseguiu fazer algo porque não entendeu, ou porque não teve ajuda de fulano ou beltrano, não entendeu? pergunta, se vira pra aprender, tenta e erra, e outra não espere os outros pra resolver seus problemas, pense, ponha as células cinzentas pra funcionar, fui criado assim, se eu tenho um problema vou lá e resolvo, não espere que eu vá dividi-lo com você, seja você quem for, parente, amigo, namorada, eu não encho os outros com meus problemas, as pessoas já tem suas próprias mazelas para resolver, esse meu jeito me custou um relacionamento, mas não vou mudar, não consigo.

 

Outro dia assisti a derrota do São Paulo para o Chivas e depois ouvi o técnico dizendo que fez tudo que podia para ganhar o jogo, fez tudo o escambau,  às vezes as pessoas esquecem que a palavra tudo é muito grande, ele pode ter feito o possível dentro da legalidade das regras e da convivência pacífica, mas não fez tudo para ganhar, pois existia uma solução extrema que ninguém em sã consciência pensaria, a não ser uma pessoa que não aceita perder nem disputa de cuspe a distância, como eu sou, era só mandar um jogador acertar o goleiro do time mexicano de forma que ele deixasse o gramado, o time deles estava com um a menos e já tinha feito as 3 substituições, ou seja faltando 20 minutos pro fim do jogo eles teriam alguém que nunca jogou no gol e continuariam com um a menos na linha, para vencer bastaria ao São Paulo arriscar chutes de média e longa distância em um goleiro improvisado, isso sim, é fazer tudo pra vencer, é amoral, politicamente incorreto, antidesportivo, uma vilania concordo, mas é realmente fazer tudo.

 

(Rodrigo, afastou-se das competições espotivas para o seu próprio bem e dos demais, continua mal-humorado, com a idade aprendeu que é melhor rir do que rosnar, mas continua respondendo tudo com sinceridade dolorosa.)

Escrito por Dark às 13h36
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11/04/2006


No Escritório

Meu nome é Gabriel e conheci Daniela no trabalho, aconteceu meio sem querer, tinha acabado de chegar na firma e me colocaram pra trabalhar na mesma sala que ela estava, só que para nós dois havia apenas uma mesa minúscula e duas cadeiras, quando os dois precisavam usar a mesa era impossível não esbarrar um no outro, nossos corpos ficavam a menos de 3 centímetros de distância e ela era uma moça linda de cabelos negros, pele tão branca quanto a neve, inteligente, divertida, ela fazia o tipo falsa magra, aquela mulher que em um primeiro olhar te parece magra demais, o que lhe rendeu o apelido de Magrela por minha parte, mas que na verdade tinha um corpo perfeito.

 

Por causa dessa proximidade física e também do fato que passavamos a maior parte do dia juntos em uma sala pequena, fez com que nos tornassemos bons amigos, ela tinha 22 anos e eu 19, ela estudava fisioterapia e sempre que podia eu dava uma ajuda, pois gostava da parte de biologia, era também o meu ombro que servia de amparo e eram os meus conselhos que ela escutava, em especial sobre o namoro que não ia bem, e sempre brincava que ela deveria largar o namorado e fugir comigo, só que com o tempo fui percebendo que estava apaixonado por ela, mas não tinha coragem de falar nada, pois não pretendia perder a amizade.

 

Depois de alguns meses trabalhando juntos, eu estava cada vez mais apaixonado, mas ela se comportava apenas como minha amiga, foi quando, um dia em que estavamos sozinhos dentro do elevador, ela me beijou um beijo gostoso, forte, daquele dia em diante todos os dias nos beijavamso no elevador e perdíamos metrô atrás de metrô, porque ficavamos em amassos longos e quentes.

 

Aliás, esses amassos foram aumentando de proporção e perigo, um dia ela me pergunta qual minha cor preferida, respondida que é azul ela apenas sorri, no outro dia já no fim do expediente ela pede ajuda para arrumar uns papéis na sala de reunião, quando entro ela fecha a porta, desabotoa a blusa e mostra sua lingerie:

 

- Hoje vim de azul, gostou?

 

Foi mais de um ano de relacionamento se restringindo a beijos, amasssos no elevador, na ante sala do chefe antes do expediente, no metrô, mas durante todo esse tempo ela não desmanchava do namorado, que além de tudo era um preguiçoso que dormia até às 15 horas e nem trabalhava. Um dia, cheio daquela situação perguntei seriamente:

 

- Porque você não larga ele e namora comigo? - A resposta me assombra até hoje:

 

- Porque você é bonzinho demais.

 

Dois meses depois ela foi embora, apenas me dando um tchau, nunca mais a vi, alguns anos atrás soube, através de uma amiga nossa, que tinha ido trabalhar em Campinas em uma clínica de fisioterapia, há pouco tempo tive a impressão de vê-la descendo de uma lotação vinda de Campinas na estação Tietê de Metrô, mas quando olhei de novo, a pessoa não estava lá.

 

Depois disso, tive alguns relacionamentos, fui chamado de alienado, egoísta, mas nunca mais ninguém me chamou de bonzinho demais e até hoje não sei se isso foi um elogio ou não.

 

(Gabriel, VIVE ATRASADO, mas continua sendo bonzinho, suas conquistas nunca vão pra frente e acabam sempre virando suas melhores amigas ou suas "irmãs" como elas dizem. Acho também, que ele continua apaixonado por Daniela)

Escrito por Dark às 17h34
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07/04/2006


Que tal um pastel?

Era mais uma noite comum na faculdade, como sempre eu dormia em duas carteiras do fundo quando o professor entrou, 15 minutos de aula já se passavam quando minha amiga me cutucou, abri os olhos e vendo o professor em sala me ajeitei na carteira, foi quando a porta abriu e começaram a entrar alguns alunos novos, entre eles uma garota de longos cabelos castanhos, boca desenhada, lábios carnudos e molhados, peitos duros e firmes por trás de uma camiseta branca, complementando o traje uma calça cintura baixa que chamava a atenção para uma bunda linda, redonda daquelas que dá vontade de apertar o dia inteiro, pensei: "xii, lá vem encrenca".

 

Ela se sentou na minha frente, seus cabelos bateram no meu rosto e um cheiro gostoso de shampoo invadiu minhas narinas, aumentando minha vontade de mergulhar naqules fios e ficar ali dormindo e sonhando naquele aroma e na maciez daquela cabeleira, minha amiga tentou puxar assunto com a garota, mas como se fosse uma deusa ou princesinha, ela não deu a mínima atenção aos rele mortais, isso deixou Sabrina irada, ela olhava pra mim e dizia que ia esganar aquela putinha esnobe, falei pra ela se acalmar e deixar a aula acabar que resolveríamos.

 

Quando chegou o intervalo, Sabrina não se aguentava de raiva e antes que ela voasse no pescoço da novata segurei seu braço e fiz um sinal para que ficasse olhando, me aproximei por trás da garota e sussurrando em seu ouvido cumprimentei-a:

 

- Oi, como você se chama?

 

- Mariana. - Respondeu secamente a garota.

 

- Prazer, meu nome é Diego e esta é a Sabrina.

 

- Oi. - Foi o máximo que ela disse, sem nem virar a cabeça, olhei pra Sabrina e pisquei, ela sorriu, sabia que eu ia aprontar alguma.

 

- Bem nós já vamos indo, só uma coisa Mariana, você é metida assim sempre ou te meteram mal antes da aula? - Terminei a frase e fui embora sem esperar resposta, Sabrina gargalhava do meu lado:

 

- Você é louco, como diz isso em voz alta na fila da lanchonete, foi ótimo. hahahahahahahaha

 

- Melhor que esganar ela não?

 

- Muito melhor.

 

De volta a sala não conseguíamos parar de rir, nem quando o alvo da piada entrou e sentou a nossa frente, ela simplesmente não olhou pra trás uma vez sequer, no final da aula Sabrina se despediu com pressa, pois ainda ia encontrar a seu noivo, um velho amigo meu, eu como de costume me dirigi a banca de pastel para uma janta antes de voltar pra casa, enquanto esperava meu pastel de camarão com catupiry ficar pronto, senti uma mão pousar no meu ombro, era Mariana, imediatamente pensei lá vem barraco, não podia estar mais certo:

 

- Quem você pensa que é pra falar aquilo pra mim? Você tá pensando o quê? Que eu sou alguma das suas amigas ou da sua família? Eu vou na coordenadoria te denunciar, você tá fudido. - Enquanto ela gritava essas coisas e mais um monte de bobajada sobre respeito ao próximo, educação vem de casa e etc, eu ficava olhando aqueles pares de peitos lindos, rijos, pulsando sob a camiseta conforme a respiração dela acelerava, a boca cada vez mais molhada, os dentes brancos, a língua pareciam me hipnotizar, foi quando no impulso passei a mão em sua bunda, trazendo seu corpo junto ao meu e beijei aquela boca, fazendo com que nossas línguas travassem uma verdadeira guerra de saliva, terminado o beijo peguei meu pastel, entreguei pra ela e falei:

 

- Come o pastel que teu mau é fome e falta de homem, te vejo amanhã.

 

No outro dia quando cheguei na faculdade Mariana já estava lá, quando desci do carro ela veio andando em minha direção, pensei já vem bronca de novo, mas não, ela parou na minha frente e me convidou para um pastel, eu sorri e respondi que tinha uma sugestão melhor, peguei sua mão e a levei até um motel que tinha próximo, pegamos um quarto, antes mesmo de entrar já nos beijavamos e eu já tinha desabotoado seu sutiã e passava minha língua pelos seus peitos macios, a despi por completo, beijava sua boca, o pescoço, sugava aqueles peitos duros e gostosos, deslizei minha lingua por sua barriga, beijei suas coxas e sempre que me aproximava de seu sexo parava com um sorriso no canto da boca e recomeçava tudo desde o começo, fiz isso umas três ou quatro vezes até perceber que Mariana não aguentava mais de expectativa, então depois de beijar suas coxar, passeia a beijar sua vagina, a sugar seu clitóris, fiquei lá até que ela gozasse uma, duas três vezes, quando finalmente parei ela sorria e eu estava exausto, tomamos uma ducha e voltamos a tempo de pegar a ultima aula.

 

Quando entramos na sala, fui para meu lugar perto de Sabrina, ela me olhou, olhou para os cabelos de Mariana ainda úmidos e ficou rindo, e dizendo:

 

- Seu safado, filho da puta, não acredito nisso, como você vai pra cama com ela, aliás como é que ela foi pra cama com você depois do que você disse.

 

- Ora Sabrina, do mesmo jeito que nós fomos parar na cama durante o final de semana passado, vocês são irresistíveis, só isso.

 

Mariana e eu repetimos aqueles encontros durante todo o semestre, depois ela começou a namorar um rapaz da Educação Física, trocou de faculdade e perdemos o contato direto, hoje ela está casada, mas me liga quando bate uma saudade ou quando o marido a chateia, aí saímos para comer pastel e desfrutar de uma tarde no motel.

 

Bem agora me desculpem, mas tenho um encontro e preciso sair, vou comer pastel com Sabrina, afinal ainda somos bons amigos.

Até mais,

Diego.

 

(Diego, é descendente de espanhóis, gosta de sexo, pastel e cheiro de cabelo feminino recém lavado, acredita que toda mulher deve ser cantada, elogiada e levada ao prazer e ao orgasmo todos os dias de sua vida, mesmo que sua escolha seja sempre a mesma mulher.)

Escrito por Dark às 14h59
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05/04/2006


Muita gente e pouco espaço

Tentei, mas não consegui ainda cumprir a promessa de 2 textos semanais aqui, me desculpo por isso, mas é que a vida anda meio louca e eu acho que estou ficando mais louco a cada minuto, uma vez que mudo de opinião ou idéia, ou vontade a cada segundo, levando isso em conta resolvi bater um papo com uma amiga psicóloga e percebi que eu não tenho uma voz interior pra discutir, tenho várias, que ficam querendo todas ao mesmo tempo se sobressair, então por conselho dela, elas terão direito a pôr um texto aqui com suas experiências, assim elas se acalmam e eu volto ao normal, ou elas resolvem quem manda e essa assume daqui pra frente, e eu posso descansar no meu canto um pouco.

Esse evento será de segundas e sextas e os "autores" serão: Diego, Gabriel, Rodrigo, Gui e Sêo Vellozo. Espero que ninguém resolva me mandar pro Juqueri e quem ler possa se divertir.

Escrito por Dark às 13h22
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27/03/2006


Cara de palhaço, jeito de palhaço.

Caro amigo que por acaso  ou de propósito visita este blog gostaria de saber se você está hoje usando o seu nariz de palhaço? Não? Não sabe do que eu estou falando? Pois, bem eu odeio falar de política, mas me senti tão aviltado que fica impossível não falar nada. Lógico, se você não estava fora do planeta, que você sabe o que é o escândalo do mensalão, também deve saber que até agora, apesar de provas e mais provas, apenas 3 deputados foram cassados: Bob Jefferson, Zé Dirceu e Pedro Corrêa, mas não é o vísivel acordão que me ofende, na verdade era até esperado, mas o que realmente me atingiu no fígado foi a dancinha da Deputada Angela Guadagnin(PT-SP).

 

Que a maioria dos políticos só pensa no seu próprio umbigo é óbvio, que nos fazem de bobos mais ainda, só que algum deles ainda tinham um falso respeito de não deixar tão na cara, que somos trouxas, pois bem, a nobre deputada, jogou isso por terra ao fazer uma dancinha de comemoração pela absolvição do do colega João Magno (PT-MG), talvez ela tenha esquecido que as sessões sejam filmadas, ou ficou enciumada pela carreira de cantor do ex-deputado Bob Jefferson e resolveu lançar a sua como dançarina do É o Tchan, seja qual for o motivo, pra mim o que ela fez foi pôr o nariz de palhaço no meu rosto e no de todos os brasileiros.

 

Enquanto isso em São Paulo, o prefeito estuda a possibilidade de ser candidato a governador, mesmo tendo assinado um acordo de que não sairia da prefeitura antes do término do mandato, ou seja, se antes nem a palavra falada valia, agora nem a escrita é mantida, junte a isso que tirando o nome dele das intenções de voto a disputa fica entre o prezado Quércia, o pessoal do Banespa deve sentir uma falta dele, e dona Marta que depois de uma gestão fraquinha na prefeitura da capital foi passear em Paris com o marido, podia ter ficado para responder os rombos orçamentários que deixou na cidade, mas agora graças a Sheilla Mello do Plenário da Câmara, o que me assusta é que agora eles tem certeza que somos palhaços e que nas próximas eleições eles vão continuar rindo da gente.

 

Esse sou eu e talvez você:

O Circo chegou!!!

Escrito por Dark às 12h36
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24/03/2006


Uma cidade com pressa

Eu moro em São Paulo desde que nasci, nisso se vão 28 anos e pra ser sincero eu odeio essa cidade, cada vez mais, a cada dia que passa, não adianta me dizer que é uma cidade rica, cheia de cinemas, parques, teatro, estádios de futebol e etc.

 

O cinema é caro, o teatro mais ainda, os parques não me interessam mesmo e os estádios de futebol menos ainda, o trânsito nessa cidade é insuportável você não pode sair em horário nenhum que após andar meio minuto já ta parado, outra se três pessoas cuspirem ao mesmo tempo na rua causa uma enchente de tamanho desproporcional e um caos absurdo.

 

Todo mundo nessa cidade tem pressa, tem pressa pra dormir, pra acordar, pressa pra ir trabalhar, pressa pra chegar, pra sair, pressa pra se divertir, aqui as pessoas tem pressa pra trepar, pra gozar, pra amar, pra comer, essa maldita cidade tem pressa até pra ter pressa, você não consegue ficar 15 segundos parado sem que alguém te apresse, buzine, mande sair da frente ou pergunte porque você ta ali sem fazer nada, que não pode parar e ficar olhando a paisagem pela janela do escritório.

 

O paulistano é gentil, aceita todas as nacionalidades e naturalidades, desde que eles não atrapalhem o seu dia-a-dia, as pessoas tem que se encaixar no ritmo da cidade, se não conseguir andar sempre a 100/hora é melhor ir embora, não adianta argumentar que está a 99,8/hora, tem que ser de cem pra cima de preferência.

 

A cidade é enorme consegue agrupar no mesmo bairro as maiores diferenças sociais e culturais, só que essa pressa toda faz com que cada um esteja preocupado com sua própria vida, ninguém quer saber se o vizinho é isso ou aquilo, se ele é um músico ou um doceiro de mão cheia, quer sim que ele não se meta na sua vida, que não incomode os seus hábitos e que de forma alguma atrapalhe o seu ir e vir com pressa.

 

Quem mora aqui tem tanta pressa que não pensa no que faz durante as eleições e depois cobra ainda mais rápido, soluções para um dia-a-dia de problemas que se arrastam por décadas, elegem um vereador que nunca morou aqui a não ser nos dois últimos anos antes da eleição pelo simples fato de ele ter sido um cantor famoso e pela sua fama de polêmico, elegem um campeão olímpico que viveu toda sua vida em Santos e não vou discutir se eles se saíram bem ou não, mas sim que logo depois disso o povo da cidade reclama que os vereadores não conhecem a cidade e como ela funciona, não conhecem sua alma.

 

Muita gente vem pra cá atrás dos seus sonhos de riqueza e melhora de vida, a maioria iludida por uma imagem antiga de que na cidade que não pára tudo vai ser melhor e quando aqui chegam são obrigados a encarar uma realidade cada vez mais dura e cruel; São Paulo pára, não de se movimentar, correr e trabalhar, mas parou de crescer, de se preocupar com o bem-estar de quem aqui mora, parou também de ter uma alma, para ter uma cpu, um HD, São Paulo parou de ser humana para ser uma máquina e é por isso que eu a odeio cada dia um pouco mais, afinal ninguém quer se relacionar com uma máquina fria, mas sim com um ser de alma e calor.

 

Pode ser que eu esteja muito mau-humorado, que esteja virando um jovem velho ranzinza, pode ser, mas hoje eu queria simplesmente poder parar, sentar na sorveteria e ver o dia correr devagar sem pressa, sem culpa e sem tristeza.

Escrito por Dark às 13h47
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20/03/2006


Novo Começo

Bem resolvi seguir um conselho dado por uma grande amiga, a Raquel do Yada, yada,yada e do Idéias Mutantes resolvi migrar do Além do Óbvio e Ululante que Pulula Mentes Humanas para meu próprio blog, pra ver se assim saio do marasmo e com esse novo espaço venham novas idéias, pra iniciar, abaixo tem um texto que saiu do forno hoje e inicialmente foi postado no Além do Óbvio e Ululante que Pulula Mentes Humanas .

Espero que quem aqui vier se divirta tanto quanto eu.

Escrito por Dark às 16h24
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Ligações Perigosas

Segunda-feira, 6 da manhã

- Psiuu, acorda, me leva pra casa. Já tá de manhã.

- Ahñ, casa?, garota são seis da matina, eu tô dormindo, se vira.

- Como assim se vira? Você não vai me levar pra casa?

- Já disse que não, ninguém te obrigou a vir aqui, só porque trepamos a noite inteira tenho que te levar em casa?, sai dessa. Ali na minha calça tem dinheiro, pega e toma um táxi no ponto aqui em frente e pode só bater a porta que ela tranca sozinha, agora me deixa dormir.

- Seu babaca, filho da puta. - enquanto falava isso Michele saiu batendo a porta do apartamento.

 

8 da manhã

Triiiim, Triiiiim, Triiiiiim! - Caralho, cadê essa porra de telefone, aqui. - Alô.

- Alô, aqui é a Carla, estou ligando para avisar que a consulta do Sr. Natanael é às 8:30, ele já está aqui e o senhor ainda não chegou.

- Consulta?? Que consulta?? Ahammm, Carlinha fala pra esse Natanael que eu não vou poder atender hoje, aliás cancela todos os pacientes de hoje, melhor ainda da semana inteira e tira ela de folga.

- Mas,mas,o que eu falo pros pacientes?

- Ah, sei lá inventa qualquer coisa, diz que eu viajei, morri, sei lá se vira, é pra isso que você é paga e agora me deixa dormir que eu tô com sono.

 

11 da manhã

Triiiim, Triiiiim, Triiiiiim! - Puta que pariu, de novo essa droga. - ALÔ!!!!!

- Amor, sou eu a Paula, liguei lá no consultório e a Carla disse que você mandou ela tirara a semana de folga, você tá bem?

- Tô ótimo.

- Você tem certeza? Não quer que eu vá até aí?

- Não, não quero, só quero que parem de ligar e me deixem dormir, será que dá?

- Porque você tá nervoso assim? Você não que me encontrar pra almoçar, nós podemos discutir o casamento, a festa, afinal é daqui 20 dias.

- Não quero almoçar com você, aliás não temos nada pra discutir não tem casamento, nem festa, pra ser sincero passei a noite fodendo com a sua irmã e ela é muito mais gostosa que você, agora vou dormir, tchau. Tu-tu-tu-tu.

 

3 da tarde

Triiiim, Triiiiim, Triiiiiim! - Ahhhnn, alô.

- Fala maninho, tava dormindo?

- Oi mano tava sim, mas ainda bem que você ligou já tava na minha hora.

- Que bom, tô ligando pra agradecer por você ter me emprestado seu apê aqui na praia pra eu passar essa noite, não ia dar pra pegar estrada de madrugada depois de um dia todo de simpósio.

- Nem precisa mano, você sabe que sempre que precisar é só ir, aliás já fica com as chaves afinal só volto da Itália daqui a 1 ano.

- É mesmo seu vôo é hoje não é?

- É sim, daqui a duas horas e meia.

- E você já tá com tudo pronto?

- Já, só falta tomar um banho, ainda bem que você me deixou ficar no seu apartamento, assim economizo no  tempo e pude dormir bastante.

- Que bom, falando nisso, você avisou no consultório que eu não ia hoje.

- Claro.

- Legal e alguém me ligou?

- Não, ninguém ligou.

- Ninguém?

- Ninguém.

- Tudo bem, então, bem maninho, boa viagem, deixa a chave com o porteiro, pena que você não vai ficar pro meu casório.

- É pena mesmo, mas são coisas da vida, bem vou indo, ciao bello, até daqui 1 ano.

 

8 da noite

- Finalmente em casa, agora é tomar um banho, comer um sanduba e dormir. Opa , quem deixou um bilhete na geladeira?

 

"Fala maninho,

Espero que tenha chegado bem de viagem, procurando uma revista no seu armário pra ler no aeroporto, encontrei a minha coleção de revistas do Aranha que tinham sumido da casa da mamãe, levei-as comigo, espero que não se importe.

Aproveitando, valeu pelo apê, falando nisso eu levei tua cunhada pra cama, o garota gostosa, um furacão na cama, me deixou pregado, aliás se eu fosse você investia nela, até porque sua noiva ligou e eu contei pra ela, só que ela pensou que falava com você.

Também dei folga de uma semana pra Carla e cancelei seus compromissos, fica como pagamento pelo "empréstimo" das revistas e da grana que tinha guardada no meio delas.

Abrações,

do seu irmão Gui."

Escrito por Dark às 15h13
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